História de Gualtar

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Gualtar é uma freguesia portuguesa do concelho de Braga, com 2,74 km² de área e 8 434 habitantes. A sua densidade populacional é de 1 929,2 hab/km².
Dista cerca de 2 km da sede do concelho, e está situada na margem direita do rio Este.
Foi vigairaria da apresentação do arcediago da Sé de Braga, tendo mais tarde passado a reitoria.
Fez parte de um antigo mosteiro doado, entre 1032 e 1043, à condessa de Ildnara por mestre Savarigo. No actual “campus universitário” da Universidade do Minho situava-se o antigo mosteiro de S. Miguel de Gualtar.
A igreja matriz é um templo românico, mutilado por consecutivas reformas ao longo dos séculos. Conserva da primitiva traça a fachada norte e o corpo principal, com um notável portal de arquivolta única, com quatro faixas de ornatos geométricos (besantes, bilhetes e goivadas). Decora o tímpano uma cruz equilátera rodeada de fitas sinuosas, formando labirinto, e outras peroladas, que sugerem cabeças de animais estilizados. Nas paredes da capela-mor subsistem pinturas a fresco.
A igreja de S. Miguel de Gualtar insere-se nos abundantes testemunhos de arquitectura românica — embora sistematicamente parcelares ou muito adulterados — presente na bacia do Cávado. São exemplos a igreja da freguesia das Marinhas, Esposende; ou no concelho de Barcelos o templo do Mosteiro de Banho, na freguesia de Vila Cova, a igreja de Abade de Neiva, a Matriz da Colegiada de Barcelos, a antiga matriz de Balugães, a antiga igreja do Mosteiro de Manhente; a igreja do antigo Mosteiro de Rendufe, as igrejas de Caires e Bouro, em Amares; ou a igreja paroquial de Coucieiro, Pedregais e Cervães, em Vila Verde, entre muitos outros
A freguesia de Gualtar compreende os lugares de Arcela, Bairro Henriqueta, Bairro Novo, Barreiro, Barros, Bela Vista, Bouça, Crespa, Estrada Nova e Estrada Velha, Friande, Igreja, Lage, Monte de Baixo, Mourisca, Poça e Vergadela.
O lugar de Estrada Velha está relacionado com a “Geira”, antiga estrada da Península Ibérica, uma das antigas vias romanas que ligavam Braga a Astrorga. Passava pela serra do Gerez, onde se encontraram alguns trechos do seu leito e, especialmente, marcos miliários, grande parte dos quais foram mandados recolher pelo arcebispo D. Diogo de Sousa a Braga, onde ainda hoje se conservam.
O artesanato na freguesia é caracterizado essencialmente por rendas e bordados, restauração de móveis antigos e trabalhos em verga e palhinha. Ocupa neste último, lugar de relevo o fabrico de cestas, chapéus, peças de mobiliário decorativo, candeeiros, além das típicas "croças" de junco (gabardina das gentes dos campos).
Relativamente ao restauro de móveis antigos, Gualtar assume-se como uma das freguesias que faz com que a arte da marcenaria e da carpintaria do concelho de Braga se torne famosa em todo o norte de Portugal.

 

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